domingo, 24 de outubro de 2010

Braço forte, mão amiga.

Por Mary

Nesse sábado participei de uma atividade no Exército.

A rota tinha quatro etapas:

Orientação

Essa foi a primeira tarefa para equipe Alfa, nossa missão era se localizar com o auxílio de uma bússola e um mapa com os pontos de partida até a chegada.
Essa foi a menos “emocionante”, era necessário concluir com rapidez, ou seja, tinha que correr. Fora a parte que sou péssima com localização, também tinha o detalhe que estou completamente fora de forma( risos ).
A sorte que o Rafa – integrante da minha equipe – carregou a minha pessoa durante um bom pedaço. #hihi
Tarefa concluída com sucesso, fomos para a próxima etapa.

Tiro Real

Essa etapa não exigia esforço físico, porém a concentração e pontaria eram essenciais.
Cada membro da equipe tinha direito de dois tiros, atirar com o fuzil era a primeira parte, e por incrível que pareça foi a mais tranquila.
O fuzil faz um barulho muito alto, o impacto que a arma dá depois do apertar o gatinho é muito forte, por isso é necessário fixar bem no ombro para que depois do impacto não machuque nada.
Com essa arma fui bem, não acertei no alvo preto, mas acertei no boneco, se fosse uma pessoa estaria morta #haha
Com a pistola simulamos uma invasão domiciliar, isso é muito tenso, acabei não acertando nada...
Uma pausa para o almoço.

Patrulha

Essa com certeza é a que mais dá de sentir a rotina de um soldado do exército, entramos na mata simulando uma missão que deveríamos pegar suprimento com uma equipe e levar para outra, e para concluir a missão resgatar um refém. Detalhe camuflada.
No percurso tivemos que nos arrastar na lama, andar agachados e principalmente fazer silêncio para não entregar a missão.
O momento mais difícil foi na hora que tivemos que atravessar um rio com muita, muita lama embaixo, o pé afundava e a sensação era que não ia mais voltar. O sufoco foi maior, pois com o peso da lama junto com a pressão da água eu não conseguia levantar direto a perna que tinha a órtese, e como a outra perna não podia auxiliar a coisa encardia de vez. Minha sorte que o Rafa me ajudou de novo #hehe

Mas não foi só eu que passei trabalho nesse ponto, minha amiga e companheira de equipe – Mari - ao entrar na água levou um susto pela lama e gritou por impulso. Entregando a missão um soldado foi ferido precisando de amparo médico.
Após resgatar o refém, o caminhão do exercito chegou para pegar o pessoal, tudo ficou mais tranquilo e rumo ao fim da missão, porém...
Porém fomos surpreendidos por um soldado do exercito inimigo, o bendito atirou no motor e tivemos que caminhar até o fim da missão.

Obstáculos com cordas

Ultimo exercício, já estava cansada, molhada, toda verde, maas ansiosa para fazer todas as etapas.
Primeiro tínhamos que passar por alguns obstáculos com cordas, começamos com um que tinha que deitar em cima de uma corda e se “arrastar”, mas a mesma estava longe do chão.
É muito tenso, pois parece que a qualquer momento você vai cair, dito e feito, estava indo bem e em questão de segundos me desconcentrei e cai... O certo é já fixar na corda com o corpo para baixo, mas isso não deu certo para mim.
O segundo era um percurso tranquilo, tinha que caminhar sobre uma corda – longe do chão –pisando apenas nos nós.

O terceiro foi da “Falsa Baiana”, são duas cordas ou cabos de aço, um sobre o outro, em uma altura média para que uma pessoa utilize os pés e as mãos para a travessia. Essa atividade exige concentração, pois as cordas tencionadas tendem a sacudir fazendo com que a pessoa perca o equilíbrio. Esse foi médio, consegui concluir bem.
A próxima etapa era a que mais esperava escalada e rapel. A escalada foi mais difícil, pois é necessário ter força nas duas pernas, mas consegui com uma ajudinha do soldado que me segurava e dava uma forcinha através de uma corda de segurança.
No rapel aconteceu uma coisa que raramente acontece deixar o medo transparecer. Não vou dizer que não sinto medo de nada, mas sempre me faço de forte, que não me abalo, poucas vezes na minha vida deixei o medo ou insegurança aparecer.
Mas nesse dia foi diferente o soldado até disse “A pior parte você já passou”, enfim, depois fui pegando o ritmo e desci com tranquilidade.

Sobrevivência

A ultima parte era sobrevivência na mata, como achar água, comida, se abrigar e fazer armadilhas. Até presenciei uma galinha sendo assassinada #tenso.

O resto foi muito normal, chega de escrever, me empolguei e escrevi demais =p

1 Palpite:

- disse...

mnaaa, como vc esta?
to com saudades!
Me manda noticias!

- telefona, me manda um e-mail, me dê um sinal, alguma noticia um cartão postal! hsuahsuahusahsa


teamoo

 
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